terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Auto retratos

Conhecermo-nos é importante!. 
Nem sempre é fácil e quando tentamos descrever por palavras o que pensamos da nossa própria pessoa, fica sempre algo por dizer ou explicar. As palavras não bastam para cobrir todos os pequenos pormenores que traduzem a nossa personalidade, os nossos gostos, os nossos anseios, os nossos medos, as nossas esperanças... Aí a imagem dá uma ajuda. a cor, os traços a luz, a matéria, o movimento falam por nós com outras "palavras". Um auto retrato pode pois ter várias formas de expressão e usar a arte como intermediária.
auto retrato de Almada Negreiros 



auto retratos de Magritte 
                                                   auto retrato de Van Gogh 
auto retrato de Picasso

quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012

Os caminhos do Zeca



Zeca Afonso a verdade das suas palavras a beleza da sua música, para sempre connosco!


terça-feira, 21 de fevereiro de 2012

Máscara

Para te maquilhares deves saber em primeiro lugar se não és alérgico/a , se tens uma pele boa e resistente. Se não tens a certeza ,não arrisques. Deves colocar um bom creme de base e só depois iniciar a pintura de rosto. A maquilhagem  é muito importante no teatro, porque nos ajuda a caracterizar melhor as personagens. Há que reforçar determinados traços de rosto , sobrancelhas, olhos e boca. A cor da pele faz toda a diferença, para mostrarmos alguém saudável, alegre, colérico, doente, triste ou fraco. 
 O Carnaval convida-nos a dar asas à fantasia. E todas as personagens podem aparecer com a irreverência própria desta época. Com máscaras ou com maquilhagem conseguimos efeitos diversos. 




sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

Jack Jonhson

Jack Jonhson e a sua música há muito tempo que é nosso companheiro de trabalho.
bom de ouvir e entrar no ritmo para início de sessões.





terça-feira, 7 de fevereiro de 2012

Acaso


 Acaso, ter encontrado alguém que guarda como eu restos de cor em papel, cartolina e como eu brinca com as formas, as junta, afasta, sobrepõe, arruma desarruma, corta e cola. Pena não me lembrar já, do nome de alguém, que num belo dia, depois de eu ter arrumado religiosamente, numa caixa uma quantidade enorme de pequenos pedaços de cartolina de várias cores, que muito naturalmente iam para o lixo, os deitou também muito naturalmente, tempos depois, para o caixote, pena o acaso não me ter feito chegar este pequeno, tão simples e criativo video que teria muito provavelmente sido mais eficiente do que as minhas palavras explicando que com pequenos nadas se podem fazer grandes coisas. 
 Por acaso alguém tem dúvidas?


Ferreira Gullar ajuda a tirá-las. 


quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012

Entender






O dia de receber a pensão

      O que eu mais gosto é de me lembrar do dia em que a minha avó ia receber a pensão.
       Levava-me sempre a comprar um soldadinho e a comer um bolo na Mexicana.
Bem… A Mexicana não era mesmo mexicana. Era uma pastelaria na Praça de Londres.
       E a Praça não era de Londres nem era preciso ir a Londres para lá chegar. A Praça de Londres fica em Lisboa. Ali ao pé da Avenida de Paris. Que também não tinha nada a ver com Paris, mas era onde a minha avó ia receber a pensão.
    Não sei porque é que a pensão se chamava pensão. Para a receber não era preciso ir a nenhuma Pensão nem a nenhum Hotel. Íamos à Caixa. E a Caixa não era nenhuma caixa de bolachas nem de lápis de cor. Era um Banco. E o Banco também não era nenhum banco de cozinha nem de jardim. Era uma casa grande onde estava guardado o dinheiro.
   E só a minha avó é que era mesmo a minha avó. A pessoa mais bonita e mais doce que eu conheci na minha vida.


                                                            José Fanha   “ Diário inventado de um menino já crescido”


Este é um texto que além de ser um prazer de leitura, pode ser um excelente exercício de reflexão, para quem procura perceber, como por vezes o que dizemos , pode facilmente ser entendido de maneira completamente  diferente. Solta-se a frase comum: " A língua portuguesa é muito traiçoeira"... Pois é, mas não só.  O meu conhecimento das coisas é diferente do dos outros, logo o meu "ENTENDER" é também necessariamente diferente e aí temos a tal diferença que nos pode colocar em situações difíceis. Nós professores, temos de ter um cuidado extremo na maneira como nos expressamos nas aulas com os nossos alunos, para não fazermos do ENTENDER aquela COISA DIFÍCIL QUE NINGUÉM ENTENDE. 
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