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quarta-feira, 1 de julho de 2020

Voem com Asas 80





Se os Direitos Humanos são para respeitar todos os dias,  se o Ambiente é prioritário na vossa vida, se a Arte é indispensável para viverem, se a figura de Aristides de Sousa Mendes lhes fala ao coração, então tentem voar connosco no Blog asm-asas.blogspot.com

terça-feira, 9 de maio de 2017

Pirilampos



Quanta alegria, quando crianças vemos os pirilampos! As histórias que ouvimos sobre aqueles pequenos bichinhos cheios de luz que, no campo,  iluminam o chão de uma noite de Verão.






terça-feira, 25 de abril de 2017

Fitas do nosso contentamento














A reflexão, a concentração e a expressão corporal.

Criar, sentir e comunicar implica ser criativo, sensível e responsável. 

domingo, 19 de fevereiro de 2017

As árvores e os livros


       


   As árvores e os livros

As árvores como os livros têm folhas
e margens lisas ou recortadas,
e capas (isto é copas) e capítulos
de flores e letra de oiro nas lombadas.

E são histórias de reis, histórias de fadas,
as mais fantásticas aventuras,
que se podem ler nas suas páginas,
no pecíolo, no limbo, nas nervuras.

As florestas são imensas bibliotecas,
e até há florestas especializadas,
com faias, bétulas e um letreiro
a dizer: “Floresta de zonas temperadas”.

É evidente que não podes plantar
no teu quarto, plátanos ou azinheiras.
Para começar a construir uma biblioteca,
basta um vaso de sardinheiras.


Poemas de Jorge Sousa Braga  em “ Herbário”







O meu caderno de folhas 

Tenho folhas lanceoladas,
lobadas, lineares,
redondas, sagitadas, 
elípticas,ovalares,
pilosas ou ciliadas,
filiformes,triangulares,
inteiriças,espatuladas,
em forma de coração.
E folhas A4 e A5, lisas ou quadriculadas.
Mas estas não são 
para aqui chamadas .
- Ou serão?



O Cogumelo 

Porque é que o cogumelo,
nunca tira o chapéu?
É porque não tem cabelo,
ou será porque tem medo,
que lhe caia em cima o céu?



terça-feira, 27 de dezembro de 2016

quarta-feira, 21 de dezembro de 2016

Um dia bom!


Há dias bons, em que as palavras ficam pequenas.  
21 de dezembro é o meu dia, o dia da noite maior. 
Foi um dia BOM 
Voo noturno Luís Filipe Abreu 

sexta-feira, 27 de maio de 2016

Os meus amigos COLDPLAY



 Bem hajam, estava mesmo a precisar de um alento. Os meus alunos têm andado um pouco distraídos, mas não podemos, mesmo esquecer o que importa.


segunda-feira, 25 de abril de 2016

25 de ABRIL! Presente






A Salgueiro Maia
Aquele que na hora da vitória
respeitou o vencido
Aquele que deu tudo e não pediu a paga
Aquele que na hora da ganância
Perdeu o apetite
Aquele que amou os outros e por isso
Não colaborou com a sua ignorância ou vício
Aquele que foi «Fiel à palavra dada à ideia tida»
como antes dele mas também por ele Pessoa disse


Sophia de Mello Breyner Andresen

domingo, 27 de março de 2016

Grande guerreira


 Esta é uma grande Guerreira, linda guerreira, lutando pelo seu amor ao Teatro, contra os obstáculos ela luta pela alegria de viver.

Querida Eunice Munoz! 

quinta-feira, 3 de março de 2016

As árvores e os livros


As árvores e os livros têm folhas
e margens lisas ou recortadas,
e capas(isto é copas) e capítulos
de flores e letras de oiro nas lombadas. 

E são histórias de reis, histórias de fadas,
as mais fantásticas aventuras,
que se podem ler nas suas página
no pecíolo, no limbo, nas nervuras. 

As florestas são imensas bibliotecas, 
e até  há florestas especializadas, 
com faias, bétulas e um letreiro
a dizer: "Floresta das zonas temperadas".

É evidente que não podes plantar
no teu quarto, plátanos ou azinheiras.
Para começar a construir uma biblioteca,
basta um vaso de sardinheiras

                          de Herbário  Jorge Sousa Braga 


terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Ver Claro


Toda a poesia é luminosa, até
a mais obscura.
O leitor é que tem às vezes,
em lugar de sol, nevoeiro dentro de si. 
E o nevoeiro nunca deixa ver claro.
Se regressar
outra vez e outra vez
e outra vez
a essas sílabas acesas
ficará cego de tanta claridade.
abençoado seja se lá chegar. 



                                    Sulcos da sede
                                        Eugénio de Andrade
                       


quinta-feira, 19 de março de 2015

OLÁ!


Já três semanas passaram, em que na biblioteca a exposição de teatro levou alguns alunos e professores a verem e ouvirem a história do clube Tecto na escola. 
 Imaginem que existem alunos na escola, que nem sabiam da existência do clube! Bom... ainda bem, que marcámos este encontro especial para falarmos um pouco e dar a conhecer o que temos feito. E olhem, que não é pouco.  Em 12 anos 24 peças foram apresentadas. Tivemos mais uma semana com visitas guiadas, onde quem foi, ouviu  os alunos inscritos este ano, dizerem poemas de vários poetas portugueses. E todos os que tiveram  a coragem de o fazer, deram muito boa conta do recado. 
A nossa Joana Dias na pele de Arlequim, esteve muito bem., dizendo:

                                                      UM TRAÇO 


Um traço
rasga
o espaço
na planície
branca
do papel.

Assim
se dirá
                                                     que da curva
do carvão
nasceu
o pão
o riso
o mel.
                            José Fanha
                    “Cartas de Marear” 

 


 
                                                                  Alguns dos adereços das peças do Pinóquio 

"Pelo sonho é que vamos" de Sebastião da Gama 
 na voz da nossa Mariana Almeida  













 memórias fotográficas do Gigante Egoísta 


 A história do clube de teatro 
Renata disse "As palavras"  
                                                                                        de Sophia de Mello Breyner 











o nosso Pedro Martins foi muito seguro 

no poema de José Fanha "canção do soldado"


Canção do soldado
Não quero ir para a guerra                                                                                                 
sei lá onde isso é
sou filho de outra gente
quero ficar aqui
morrer onde nasci
comer a sopa quente.

A guerra não conhece
a curva do meu gesto
a cor do meu olhar.
Se existo para ser asa
a morte não é casa
que me posa abrigar.

Para que serve a guerra
e a terra que deus fez
e aquele céu de veludo?
Para quê esta canção
se apenas um botão
pode acabar com tudo?


Não hei-de ser soldado.
Meus pais não me fizeram
tão jovem moribundo.
Quero morrer a rir
beijá-los e pedir
que inventem outro mundo.
                                                         José Fanha
                                                         “Cartas de Marear” 
 




 Asas
 Nós nascemos para ter asas, meus amigos.
 Não se esqueçam de escrever por dentro do peito: nós nascemos para ter asas.
 No entanto em épocas remotas, vieram com dedos peados de ferrugem para gastar as nossa asas como se gastam tostões.
 Cortaram-nos as asas para que fôssemos apenas operários obedientes, estudantes atenciosos, leitores ingénuos de notícias sensacionais, gente pouca, pouca e seca.
 Apesar disso, sábios, estudiosos do arco íris e de coisas transparentes, afirmam que as asas dos homens crescem mesmo depois de cortadas, e, novamente cortadas, de novo voltam a ser.
 Aceitemos esta hipótese, apesar de não termos dela qualquer confirmação prática.
 Por hoje é tudo. Abram as janelas. Podem sair.
                                                                                                                          José Fanha
                                                                                                                 “Cartas de Marear” 
 
                                                                                                                                                                                                                                     



Mariana Nunes foi vibrante a dizer"Asas" 













A Lara e a Taísa deslumbraram quem as ouviu dizer 
"Quando for Grande "  e      "Ser poeta"          "Amar-te perdidamente" de Forbela Espança


Quando for Grande            
Quando for grande
quero uma mão
que tenha a forma
do coração.

Quando for grande
quero uma ponte
que chegue à linha
do horizonte.


Quando for grande
quero um olhar
que chegue ao fundo
de céu e mar.

                          José Fanha
                    “Cartas de Marear” 

 Meus queridos alunos estou sempre convosco, mesmo quando não posso estar  presente!...