sexta-feira, 5 de junho de 2015

Atafulhadinhos


Atafulhadinhos em confusão e ansiedade, poderíamos estar de outra maneira. 
 Pois poderíamos e seríamos muito mais felizes. 

                                                                                       "Pegasus" de Basquiat 

sábado, 23 de maio de 2015

Damas do séc. XVIII na Escola Aberta

  

Quem diria que duas damas do século XVIII  se passearam pelos corredores 
da escola entre a Biblioteca e a Oficina de Teatro, porque são alunas versáteis, 
muito criativas e responsáveis, dão sempre o máximo e da melhor forma, aceitando 
os desafios que lhes são propostos. 
 Parabéns para a Renata Pacheco e para a Joana Dias.   

segunda-feira, 18 de maio de 2015

Surpresas e bastante alegria

 No dia da Escola Aberta o Clube Tecto preparou duas atividades para os alunos do 1º ciclo que nos visitaram: 
A Exposição intitulada “A história de um biombo”  e a Oficina de Teatro
 No átrio central colocámos em destaque um Biombo que tem servido para variadíssimas peças e que de acordo com o tema das mesmas, se tem transformado. A exposição que continha algumas fotos, contava a “História de um biombo”, desde a sua construção até à sua mais recente utilização. 

Na Oficina de Teatro, 

que funcionou durante toda a manhã na sala At1  recebemos as várias turmas rotativamente e para cada uma delas criámos situações diferentes. Alguma música e luz ajudaram-nos a ter encontros com uma fada delicada de seu nome Primavera, que nos falou da Natureza e de como a devemos respeitar e uma Bruxa demoníaca que nos tentou assustar. Conversámos com duas damas antigas, chegadas do século XVIII e ouvimo-las declamar com grande mestria poemas de poetas nossos.

 

Jogámos em conjunto ao jogo da memória em que todos tentaram usar a mímica para se expressarem Rimos e brincámos com a nossa PiPi das meias altas e com o nosso Palhacinho de olhos azuis de cristal, que fez convites para todos os meninos que se queiram inscrever no clube de teatro para o ano que vem. No fim da manhã aturámos as diabruras de dois gigantes desbocados que além de dormirem, ressonarem e rabujarem também pularam, dançaram e colocaram tudo em confusão… saudável já se vê! 


quinta-feira, 7 de maio de 2015

ESCOLA ABERTA


Amanhã, dia da escola aberta, vamos ter possibilidade de receber alunos de 5º ano, de várias escolas, que serão os nossos alunos no ínicio do próximo ano letivo. Várias atividades em salas diferentes, estão pensadas com algum carinho para os proximos alunos. 
O clube Tecto tem uma oficina de teatro na sala At3, onde algumas surpresas estão preparadas para os nossos pequenos convidados. 
 No Átrio Central, o nosso Biombo mais antigo, conta-nos a sua história, como começou, com fotos de quem o fez e como o fez, no ano 2001, antes ainda do clube Tecto nascer na nossa escola.        "A história de um biombo", mostra-nos como através dos anos, de simples biombo de fantoches e marionetas,  se foi transformando em cais das colunas, na peça do "Porta gaivotas" em Circo, na história do Pinóquio, e "O que aconteceu na terra dos procópios ", em casa da D. Mariquinhas e em tenda do Zé Mosquinha na peça "As galinhas faladoras", a casa pobre do príncipe nabo, na peça "O príncipe nabo"  e em casa do anão na "Floresta" .  
  
 O circo onde trabalham os amigos do Pinóquio 

 casa da Mariquinhas 

 
    casa do anão "Floresta"

quinta-feira, 19 de março de 2015

OLÁ!


Já três semanas passaram, em que na biblioteca a exposição de teatro levou alguns alunos e professores a verem e ouvirem a história do clube Tecto na escola. 
 Imaginem que existem alunos na escola, que nem sabiam da existência do clube! Bom... ainda bem, que marcámos este encontro especial para falarmos um pouco e dar a conhecer o que temos feito. E olhem, que não é pouco.  Em 12 anos 24 peças foram apresentadas. Tivemos mais uma semana com visitas guiadas, onde quem foi, ouviu  os alunos inscritos este ano, dizerem poemas de vários poetas portugueses. E todos os que tiveram  a coragem de o fazer, deram muito boa conta do recado. 
A nossa Joana Dias na pele de Arlequim, esteve muito bem., dizendo:

                                                      UM TRAÇO 


Um traço
rasga
o espaço
na planície
branca
do papel.

Assim
se dirá
                                                     que da curva
do carvão
nasceu
o pão
o riso
o mel.
                            José Fanha
                    “Cartas de Marear” 

 


 
                                                                  Alguns dos adereços das peças do Pinóquio 

"Pelo sonho é que vamos" de Sebastião da Gama 
 na voz da nossa Mariana Almeida  













 memórias fotográficas do Gigante Egoísta 


 A história do clube de teatro 
Renata disse "As palavras"  
                                                                                        de Sophia de Mello Breyner 











o nosso Pedro Martins foi muito seguro 

no poema de José Fanha "canção do soldado"


Canção do soldado
Não quero ir para a guerra                                                                                                 
sei lá onde isso é
sou filho de outra gente
quero ficar aqui
morrer onde nasci
comer a sopa quente.

A guerra não conhece
a curva do meu gesto
a cor do meu olhar.
Se existo para ser asa
a morte não é casa
que me posa abrigar.

Para que serve a guerra
e a terra que deus fez
e aquele céu de veludo?
Para quê esta canção
se apenas um botão
pode acabar com tudo?


Não hei-de ser soldado.
Meus pais não me fizeram
tão jovem moribundo.
Quero morrer a rir
beijá-los e pedir
que inventem outro mundo.
                                                         José Fanha
                                                         “Cartas de Marear” 
 




 Asas
 Nós nascemos para ter asas, meus amigos.
 Não se esqueçam de escrever por dentro do peito: nós nascemos para ter asas.
 No entanto em épocas remotas, vieram com dedos peados de ferrugem para gastar as nossa asas como se gastam tostões.
 Cortaram-nos as asas para que fôssemos apenas operários obedientes, estudantes atenciosos, leitores ingénuos de notícias sensacionais, gente pouca, pouca e seca.
 Apesar disso, sábios, estudiosos do arco íris e de coisas transparentes, afirmam que as asas dos homens crescem mesmo depois de cortadas, e, novamente cortadas, de novo voltam a ser.
 Aceitemos esta hipótese, apesar de não termos dela qualquer confirmação prática.
 Por hoje é tudo. Abram as janelas. Podem sair.
                                                                                                                          José Fanha
                                                                                                                 “Cartas de Marear” 
 
                                                                                                                                                                                                                                     



Mariana Nunes foi vibrante a dizer"Asas" 













A Lara e a Taísa deslumbraram quem as ouviu dizer 
"Quando for Grande "  e      "Ser poeta"          "Amar-te perdidamente" de Forbela Espança


Quando for Grande            
Quando for grande
quero uma mão
que tenha a forma
do coração.

Quando for grande
quero uma ponte
que chegue à linha
do horizonte.


Quando for grande
quero um olhar
que chegue ao fundo
de céu e mar.

                          José Fanha
                    “Cartas de Marear” 

 Meus queridos alunos estou sempre convosco, mesmo quando não posso estar  presente!...