sexta-feira, 24 de abril de 2015
quarta-feira, 1 de abril de 2015
quinta-feira, 19 de março de 2015
OLÁ!
Imaginem que existem alunos na escola, que nem sabiam da existência do clube! Bom... ainda bem, que marcámos este encontro especial para falarmos um pouco e dar a conhecer o que temos feito. E olhem, que não é pouco. Em 12 anos 24 peças foram apresentadas. Tivemos mais uma semana com visitas guiadas, onde quem foi, ouviu os alunos inscritos este ano, dizerem poemas de vários poetas portugueses. E todos os que tiveram a coragem de o fazer, deram muito boa conta do recado.
A nossa Joana Dias na pele de Arlequim, esteve muito bem., dizendo:
UM TRAÇO
Um
traço
rasga
o
espaço
na
planície
branca
do
papel.
Assim
se
dirá
que
da curva
do
carvão
nasceu
o
pão
o
riso
o
mel.
José Fanha
“Cartas de Marear”
Alguns dos adereços das peças do Pinóquio
"Pelo sonho é que vamos" de Sebastião da Gama
na voz da nossa Mariana Almeida
de Sophia de Mello Breyner
o nosso Pedro Martins foi muito seguro
no poema de José Fanha "canção do soldado"
Não quero ir para a guerra
sei lá onde isso é
sou filho de outra gente
quero ficar aqui
morrer onde nasci
comer a sopa quente.
A guerra não conhece
a curva do meu gesto
a cor do meu olhar.
Se existo para ser asa
a morte não é casa
que me posa abrigar.
Para que serve a guerra
e a terra que deus fez
e aquele céu de veludo?
Para quê esta canção
se apenas um botão
pode acabar com tudo?
Não hei-de ser soldado.
Meus pais não me fizeram
tão jovem moribundo.
Quero morrer a rir
beijá-los e pedir
que inventem outro mundo.
José Fanha
“Cartas de Marear”
|
Asas
Nós nascemos para ter asas, meus amigos.
Não se esqueçam de escrever por dentro do
peito: nós nascemos para ter asas.
No entanto em épocas remotas, vieram com dedos
peados de ferrugem para gastar as nossa asas como se gastam tostões.
Cortaram-nos as asas para que fôssemos apenas
operários obedientes, estudantes atenciosos, leitores ingénuos de notícias
sensacionais, gente pouca, pouca e seca.
Apesar disso, sábios, estudiosos do arco íris
e de coisas transparentes, afirmam que as asas dos homens crescem mesmo depois
de cortadas, e, novamente cortadas, de novo voltam a ser.
Aceitemos esta hipótese, apesar de não termos
dela qualquer confirmação prática.
Por hoje é tudo. Abram as janelas. Podem sair.
José Fanha
“Cartas de Marear”
Mariana Nunes foi vibrante a dizer"Asas"
A Lara e a Taísa deslumbraram quem as ouviu dizer
"Quando for Grande " e "Ser poeta" "Amar-te perdidamente" de Forbela Espança
Quando for Grande
Quando
for grande
quero
uma mão
que
tenha a forma
do
coração.
Quando
for grande
quero
uma ponte
que
chegue à linha
do
horizonte.
Quando
for grande
quero
um olhar
que
chegue ao fundo
de
céu e mar.
José Fanha
“Cartas de Marear”
Meus queridos alunos estou sempre convosco, mesmo quando não posso estar presente!...
quarta-feira, 18 de março de 2015
No Tempo Dividido
Em memória da minha mãe
O sol e o dia
brilham mas sem ti
Talvez não sejam
mais o sol e o dia.
O sol e o dia
agora
Estão lá onde o
teu sorriso mora
E não aqui.
Como quem colhe
flores tu serena
Vais colhendo sem
chorar a nossa pena
Olhas por nós sem
mágoa nem saudade
E o céu azul, a
luz, as Primaveras
Habitam na
perfeita claridade
Em que nos
esperas.
Sophia de Mello Breyner Andresen "No tempo Dividido"
Para Sempre
Por que Deus permite
que as mães vão-se embora?
Mãe não tem limite,
é tempo sem hora,
luz que não apaga
quando sopra o vento
e chuva desaba,
veludo escondido
na pele enrugada,
água pura, ar puro,
puro pensamento.
Morrer acontece
com o que é breve e passa
sem deixar vestígio.
Mãe, na sua graça,
é eternidade.
Por que Deus se lembra
— mistério profundo —
de tirá-la um dia?
Fosse eu Rei do Mundo,
baixava uma lei:
Mãe não morre nunca,
mãe ficará sempre
junto de seu filho
e ele, velho embora,
será pequenino
feito grão de milho.
Carlos Drummond de Andrade, in 'Lição de Coisas'
que as mães vão-se embora?
Mãe não tem limite,
é tempo sem hora,
luz que não apaga
quando sopra o vento
e chuva desaba,
veludo escondido
na pele enrugada,
água pura, ar puro,
puro pensamento.
Morrer acontece
com o que é breve e passa
sem deixar vestígio.
Mãe, na sua graça,
é eternidade.
Por que Deus se lembra
— mistério profundo —
de tirá-la um dia?
Fosse eu Rei do Mundo,
baixava uma lei:
Mãe não morre nunca,
mãe ficará sempre
junto de seu filho
e ele, velho embora,
será pequenino
feito grão de milho.
Carlos Drummond de Andrade, in 'Lição de Coisas'
segunda-feira, 16 de fevereiro de 2015
Ser poeta é ser mais alto...
Poesia é o que nos traz ocupados nos últimos tempos, porque a diremos em breve, juntos na nossa exposição na Be/cre.
Aqui fica uma versão do belo poema de Florbela Espanca na voz de Luís Represas, para quem não conhece, nem nunca ouviu.
sexta-feira, 13 de fevereiro de 2015
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