terça-feira, 18 de setembro de 2012
quarta-feira, 5 de setembro de 2012
LIBERDADE
foto de Libin Abraham
Liberdade
Ai que prazer
Não cumprir um dever,
Ter um livro para ler
E não fazer!
Ler é maçada,
Estudar é nada.
Sol doira
Sem literatura
O rio corre, bem ou mal,
Sem edição original.
E a brisa, essa,
De tão naturalmente matinal,
Como o tempo não tem pressa...
Livros são papéis pintados com tinta.
Estudar é uma coisa em que está indistinta
A distinção entre nada e coisa nenhuma.
Quanto é melhor, quanto há bruma,
Esperar por D.Sebastião,
Quer venha ou não!
Grande é a poesia, a bondade e as danças...
Mas o melhor do mundo são as crianças,
Flores, música, o luar, e o sol, que peca
Só quando, em vez de criar, seca.
Mais que isto
É Jesus Cristo,
Que não sabia nada de finanças
Nem consta que tivesse biblioteca...
Fernando Pessoa, in "Cancioneiro"
Não cumprir um dever,
Ter um livro para ler
E não fazer!
Ler é maçada,
Estudar é nada.
Sol doira
Sem literatura
O rio corre, bem ou mal,
Sem edição original.
E a brisa, essa,
De tão naturalmente matinal,
Como o tempo não tem pressa...
Livros são papéis pintados com tinta.
Estudar é uma coisa em que está indistinta
A distinção entre nada e coisa nenhuma.
Quanto é melhor, quanto há bruma,
Esperar por D.Sebastião,
Quer venha ou não!
Grande é a poesia, a bondade e as danças...
Mas o melhor do mundo são as crianças,
Flores, música, o luar, e o sol, que peca
Só quando, em vez de criar, seca.
Mais que isto
É Jesus Cristo,
Que não sabia nada de finanças
Nem consta que tivesse biblioteca...
Fernando Pessoa, in "Cancioneiro"
terça-feira, 7 de agosto de 2012
terça-feira, 31 de julho de 2012
BELEZA
À Beleza
Não tens corpo, nem pátria, nem família,
Não te curvas ao jugo dos tiranos.
Não tens preço na terra dos humanos,
Nem o tempo te rói.
És a essência dos anos,
O que vem e o que foi.
És a carne dos deuses,
O sorriso das pedras,
E a candura do instinto.
És aquele alimento
De quem, farto de pão, anda faminto.
És a graça da vida em toda a parte,
Ou em arte,
Ou em simples verdade.
És o cravo vermelho,
Ou a moça no espelho,
Que depois de te ver se persuade.
És um verso perfeito
Que traz consigo a força do que diz.
És o jeito
Que tem, antes de mestre, o aprendiz.
És a beleza, enfim.
És o teu nome.
Um milagre, uma luz, uma harmonia,
Uma linha sem traço...
Mas sem corpo, sem pátria e sem família,
Tudo repousa em paz no teu regaço.
Miguel Torga "Odes"
Miguel Torga, in 'Odes'
sexta-feira, 27 de julho de 2012
JOGOS OLÍMPICOS
Segundo Matt Bellamy, autor da canção e vocalista da banda, "Survival" é "sobre ter grande convicção e determinação para ganhar". O tema foi escrito com as Olimpíadas em mente.
Ler mais: http://blitz.sapo.pt/muse-escrevem-cancao-para-jogos-olimpicos=f82177#ixzz21qGp5Cxt
Survival
Muse
Race, life’s a race
And I’m gonna win
Yes, I’m gonna win
I’ll light the fuse and I’ll never lose
And I’m gonna win
Yes, I’m gonna win
I’ll light the fuse and I’ll never lose
And I choose to survive, whatever it takes
You won’t pull ahead
I’ll keep up the pace
I’ll give all my strength to the whole human race
You won’t pull ahead
I’ll keep up the pace
I’ll give all my strength to the whole human race
Yes, I am prepared to stay alive
And I won’t forgive, vengeance is mine
And I won’t give in, because I choose to thrive
Yes, I'm gonna win.
And I won’t forgive, vengeance is mine
And I won’t give in, because I choose to thrive
Yes, I'm gonna win.
Race, it’s a race
And I’m gonna win
Yes, I’m gonna win
I’ll light the fuse and I’ll never lose
And I’m gonna win
Yes, I’m gonna win
I’ll light the fuse and I’ll never lose
And I choose to survive, whatever it takes
You won’t pull ahead ’cause I’ll keep up the pace
I’ll give all my strength to the whole human race
Yes, I'm gonna win.
You won’t pull ahead ’cause I’ll keep up the pace
I’ll give all my strength to the whole human race
Yes, I'm gonna win.
quinta-feira, 26 de julho de 2012
Pintar um rosto
Existem mestres com o talento de transformar um rosto, pintando-o como se se tratasse de uma tela, com a mestria , delicadeza e firmeza necessárias.
Atores fazem-no com a subtileza e magia necessárias para as personagens se afirmarem fisicamente com a interioridade que se assume na postura e na representação.
Muitas tribos o fazem num exercício de magia de contornos simbólicos que os transportam à plenitude de seres superiores.
Um exemplo já referido aqui num pequeno filme que convém conhecer.
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