quarta-feira, 25 de abril de 2012

LIBERDADE





Quem dera que assim seja!




Liberdade

Aqui nesta praia onde
Não há nenhum vestígio de impureza,
Aqui onde há somente
Ondas tombando ininterruptamente,
Puro espaço e lúcida unidade,
Aqui o tempo apaixonadamente
Encontra a própria liberdade.



Sophia de Mello Breyner 









domingo, 22 de abril de 2012

Terra.........os poetas sentem-na


Sei um ninho.
E o ninho tem um ovo.
E o ovo, redondinho,
Tem lá dentro um passarinho
Novo.

Mas escusam de me atentar:
Nem o tiro, nem o ensino.
Quero ser um bom menino
E guardar
Este segredo comigo.
E ter depois um amigo
Que faça o pino
A voar...
 ........................Miguel Torga 





Terra - 7
Onde ficava o mundo? 
Só pinhais, matos, charnecas e milho 
para a fome dos olhos. 
Para lá da serra, o azul de outra serra e outra serra ainda. 
E o mar? E a cidade? E os rios? 
Caminhos de pedra, sulcados, curtos e estreitos, 
onde chiam carros de bois e há poças de chuva. 
Onde ficava o mundo? 
Nem a alma sabia julgar. 
Mas vieram engenheiros e máquinas estranhas. 
Em cada dia o povo abraçava um outro povo. 
E hoje a terra é livre e fácil como o céu das aves: 
a estrada branca e menina é uma serpente ondulada 
e dela nasce a sede da fuga como as águas dum rio. 

Fernando Namora, in 'Terra'





 Se Eu Pudesse Trincar a Terra Toda

Se eu pudesse trincar a terra toda 
E sentir-lhe um paladar, 
Seria mais feliz um momento ... 
Mas eu nem sempre quero ser feliz. 
É preciso ser de vez em quando infeliz 
Para se poder ser natural... 
Nem tudo é dias de sol, 
E a chuva, quando falta muito, pede-se. 
Por isso tomo a infelicidade com a felicidade 
Naturalmente, como quem não estranha 
Que haja montanhas e planícies 
E que haja rochedos e erva ... 
O que é preciso é ser-se natural e calmo 
Na felicidade ou na infelicidade, 
Sentir como quem olha, 
Pensar como quem anda, 
E quando se vai morrer, lembrar-se de que o dia morre, 
E que o poente é belo e é bela a noite que fica... 
Assim é e assim seja ... 

Alberto Caeiro, in "O Guardador de Rebanhos - Poema XXI" 
Heterónimo de Fernando Pessoa
 

 




quarta-feira, 18 de abril de 2012

A respiração e a voz

Tem melhor voz quem respira bem.
No teatro fazemos regularmente exercícios de relaxamento e respiração que nos ajudam a ter a voz em melhores condições.
 As cordas vocais têm de ser lubrificadas e trabalhadas de forma  a permitirem uma melhor passagem do ar entre elas. A inspiração correta pelo nariz e a expiração pela boca são movimentos que nem sempre são feitos corretamente na nossa respiração quotidiana, é pois necessário exercitar estes dois movimentos tão simples, de preferência com um movimento rotativo de cabeça no sentido dos ponteiros do relógio, de forma a que a inspiração corresponda à subida da cabeça na direção do tecto e a expiração corresponda à descida na direção do chão. O movimento deve ser lento, acompanhando a respiração profunda e lenta. 
 Este exercício pode ser feito durante o duche enquanto temos vapor de água no ar. É otimo para curar aqueles entupimentos de nariz causados pela poluição, ares condicionados, ventos, chuvas e sois abusadores.
 Lembro-me ainda de um chá, que a minha avó fazia com frequência, de perétuas roxas.



ver mais em :


sábado, 14 de abril de 2012

Robert Doisneau


" Toda a minha vida me diverti e fiz o meu próprio teatro " palavras do fotógrafo Robert Doisneau,  homenageado hoje no Google, nas suas fotografias os vários espaços cénicos riquíssimos de expressão.




sexta-feira, 13 de abril de 2012

Fernando Pessoa


Até 30 de Abril, quem não visitou a exposição sobre Fernando Pessoa, não deve perder. O nosso grande poeta nas suas muitas vozes (os seus heterónimos). Uma exposição diferente e envolvente, a não perder ,portanto, na Fundação  Gulbenkian