sexta-feira, 29 de abril de 2011
Soldados de amor podemos ser todos nós.
Para uma menina saudosa chamada Alda que gosta de Sade. Lembras a abertura da nossa peça URGENTE o ano passado, começou com esta música. Bom que foi ,não?
Este ano tabém vai ser. Verás vais-te surpreender contigo mesma. Beijos
quarta-feira, 27 de abril de 2011
Tesouros da Terra

Mar
Mar, metade da minha alma é feita de maresia
Pois é pela mesma inquietação e nostalgia,
Que há no vasto clamor da maré cheia,
Que nunca nenhum bem me satisfez.
E é porque as tuas ondas desfeitas pela areia
Mais fortes se levantam outra vez,
Que após cada queda caminho para a vida,
Pois é pela mesma inquietação e nostalgia,
Que há no vasto clamor da maré cheia,
Que nunca nenhum bem me satisfez.
E é porque as tuas ondas desfeitas pela areia
Mais fortes se levantam outra vez,
Que após cada queda caminho para a vida,
Por uma nova ilusão entontecida.
E se vou dizendo aos astros o meu mal
É porque também tu revoltado e teatral
Fazes soar a tua dor pelas alturas.
E se antes de tudo odeio e fujo
O que é impuro, profano e sujo,
É só porque as tuas ondas são puras.
É porque também tu revoltado e teatral
Fazes soar a tua dor pelas alturas.
E se antes de tudo odeio e fujo
O que é impuro, profano e sujo,
É só porque as tuas ondas são puras.
Sophia de Mello Breyner Andresen
terça-feira, 26 de abril de 2011
Uma nova palavra

Uma nova palavra
Eu quero uma nova palavra
diferente das outras palavras
que cansei de repetir,
uma palavra de vento,
uma palavra que o tempo
seja incapaz de ferir.
Eu quero uma nova palavra,
mistura de sol e de frio,
de barcos descendo um rio,
cheia de céu e de mar.
Eu quero uma nova palavra
aberta de par em par
como o rosto de um menino
com paisagens no ouvido
e cantigas no olhar.
João Pedro Mésseder
Eu quero uma nova palavra
diferente das outras palavras
que cansei de repetir,
uma palavra de vento,
uma palavra que o tempo
seja incapaz de ferir.
Eu quero uma nova palavra,
mistura de sol e de frio,
de barcos descendo um rio,
cheia de céu e de mar.
Eu quero uma nova palavra
aberta de par em par
como o rosto de um menino
com paisagens no ouvido
e cantigas no olhar.
João Pedro Mésseder
segunda-feira, 25 de abril de 2011
sábado, 23 de abril de 2011
25 de Abril

Salgueiro Maia o herói a não esquecer!
25 de Abril --- a realidade
Salgueiro Maia o herói a não esquecer!
A Salgueiro Maia
Aquele que na hora da vitória
respeitou o vencido
Aquele que deu tudo e não pediu a paga
Aquele que na hora da ganância
Perdeu o apetite
Aquele que amou os outros e por isso
Não colaborou com a sua ignorância ou vício
Aquele que foi «Fiel à palavra dada à ideia tida»
como antes dele mas também por ele Pessoa disse
Sophia de Mello Breyner Andresen
Clã *******músiiiiiiiiiiiiiicaaaaaaaaaaaa
O Amor não é cego.
O Amor VÊ MELHOR
sexta-feira, 22 de abril de 2011
Floresta tesouro verde nosso!
Des Forêts et des Hommes from GoodPlanet on Vimeo.
Poema das árvores
As árvores crescem sós.
E a sós florescem.
Começam por ser nada. Pouco a pouco
Se levantam do chão, se alteiam palmo a palmo.
Crescendo deitam ramos, e os ramos outros ramos,
E deles nascem folhas, e as folhas multiplicam-se.
Depois por entre as folhas, vão-se esboçando as flores,
E então crescem as flores, e as flores produzem frutos,
E os frutos dão sementes,
E as sementes preparam novas árvores.
E tudo sempre a sós, a sós consigo mesmas.
Sem verem, sem ouvirem, sem falarem,Sós.
De dia e de noite.
Sempre sós.
Os animais são outra coisa.
Contactam-se, penetram-se, trespassam-se,
fazem amor e ódio, e vão à vida
como se nada fosse.
As árvores, não.
Solitárias, as árvores,
Exauram terra e sol silenciosamente.
Não pensam, não suspiram, não se queixam.
Estendem os braços como se implorassem;
E gemem, mas a queixa não é sua.
Sós, sempre sós.
Nas planícies, nos montes, nas florestas,
A crescer e a florir sem consciência.
Virtude vegetal viver a sós
E entretanto dar flores.
de
POEMAS ESCOLHIDOS António Gedeão
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