sábado, 4 de dezembro de 2010
terça-feira, 30 de novembro de 2010
A criança que pensa em fadas e acredita nas fadas

Almada Negreiros: Retrato do poeta Fernando Pessoa
A criança que pensa em fadas e acredita nas fadas
Age como um deus doente, mas como um deus.
Porque embora afirme que existe o que não existe
Sabe como é que as cousas existem, que é existindo,
Sabe que existir existe e não se explica,
Sabe que não há razão nenhuma para nada existir,
Sabe que ser é estar em algum ponto
Só não sabe que o pensamento não é um ponto qualquer.
A criança que pensa em fadas e acredita nas fadas
Age como um deus doente, mas como um deus.
Porque embora afirme que existe o que não existe
Sabe como é que as cousas existem, que é existindo,
Sabe que existir existe e não se explica,
Sabe que não há razão nenhuma para nada existir,
Sabe que ser é estar em algum ponto
Só não sabe que o pensamento não é um ponto qualquer.
segunda-feira, 29 de novembro de 2010
Viagem



Iniciámos a viagem de construção de personagens.
Divertida e envolvente esta fase no trabalho de contar uma história. Não chega nunca pegar nas personagens que nos são apresentadas no texto original, de forma directa, com aqueles pormenores físicos ou de personalidade, mas o que está nas entrelinhas é profundamente rico para explorar com entusiasmo.
Esta é uma das formas que encontro para “dar voz” aos vários alunos que querem participar. A forma de integração num grupo passa por um trabalho onde a imaginação
e o estudo dos pequenos pormenores são os meios eficazes para chegar lá . Há um desejo de descoberta e nos exercícios de prática de atenção, memória e improvisação nascem soluções que nos levam rapidamente onde desejamos: à riqueza de uma personagem inteira e cativante. A voz das personagens não tem necessariamente de estar nas palavras ela pode existir nos pequenos gestos na sua expressão facial e até nos seus silêncios.
O texto que nos conduz desta vez, para quem ainda não descobriu, através de algumas pistas que já foram dadas neste blog é o Planeta Branco.
E nem queiram saber o que vem por aí !
Par vos deixar com um pouco de curiosidade deixo-vos aqui algumas imagens que estão directamente ligadas a esta história.
Divertida e envolvente esta fase no trabalho de contar uma história. Não chega nunca pegar nas personagens que nos são apresentadas no texto original, de forma directa, com aqueles pormenores físicos ou de personalidade, mas o que está nas entrelinhas é profundamente rico para explorar com entusiasmo.
Esta é uma das formas que encontro para “dar voz” aos vários alunos que querem participar. A forma de integração num grupo passa por um trabalho onde a imaginação
e o estudo dos pequenos pormenores são os meios eficazes para chegar lá . Há um desejo de descoberta e nos exercícios de prática de atenção, memória e improvisação nascem soluções que nos levam rapidamente onde desejamos: à riqueza de uma personagem inteira e cativante. A voz das personagens não tem necessariamente de estar nas palavras ela pode existir nos pequenos gestos na sua expressão facial e até nos seus silêncios.
O texto que nos conduz desta vez, para quem ainda não descobriu, através de algumas pistas que já foram dadas neste blog é o Planeta Branco.
E nem queiram saber o que vem por aí !
Par vos deixar com um pouco de curiosidade deixo-vos aqui algumas imagens que estão directamente ligadas a esta história.
domingo, 28 de novembro de 2010
terça-feira, 23 de novembro de 2010
A FESTA DO SILÊNCIO
Escuto na palavra a festa do silêncio.
Tudo está no seu sítio. As aparências apagaram-se.
As coisas vacilam tão próximas de si mesmas.
Concentram-se, dilatam-se as ondas silenciosas.
É o vazio ou o cimo? É um pomar de espuma.
Uma criança brinca nas dunas, o tempo acaricia,
o ar prolonga. A brancura é o caminho.
Surpresa e não surpresa: a simples respiração.
Relações, variações, nada mais. Nada se cria.
Vamos e vimos. Algo inunda, incendeia, recomeça.
Nada é inacessível no silêncio ou no poema.
É aqui a abóbada transparente, o vento principia.
No centro do dia há uma fonte de água clara.
Se digo árvore a árvore em mim respira.
Vivo na delícia nua da inocência aberta.
António Ramos Rosa,
em "Volante Verde"
.
Escuto na palavra a festa do silêncio.
Tudo está no seu sítio. As aparências apagaram-se.
As coisas vacilam tão próximas de si mesmas.
Concentram-se, dilatam-se as ondas silenciosas.
É o vazio ou o cimo? É um pomar de espuma.
Uma criança brinca nas dunas, o tempo acaricia,
o ar prolonga. A brancura é o caminho.
Surpresa e não surpresa: a simples respiração.
Relações, variações, nada mais. Nada se cria.
Vamos e vimos. Algo inunda, incendeia, recomeça.
Nada é inacessível no silêncio ou no poema.
É aqui a abóbada transparente, o vento principia.
No centro do dia há uma fonte de água clara.
Se digo árvore a árvore em mim respira.
Vivo na delícia nua da inocência aberta.
António Ramos Rosa,
em "Volante Verde"
.
domingo, 21 de novembro de 2010
segunda-feira, 15 de novembro de 2010
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